Em 2026, a inteligência artificial já deixou de ser uma tendência distante para se tornar parte concreta da rotina de empresas e profissionais. Nesse cenário, os agentes de IA ganham protagonismo ao permitir a automação de tarefas, praticidade nos processos e a ampliação da capacidade operacional dos negócios, especialmente em áreas que exigem agilidade e escala. 

Pensando nisso, analisamos as buscas online dos brasileiros ao longo dos últimos 12 meses para entender como esse interesse vem se traduzindo na prática. O levantamento revela não apenas o crescimento nas pesquisas por agentes de IA, mas as aplicações mais demandadas e os setores que têm recorrido a esse tipo de solução.

Mas, afinal, quais os agentes de IA mais procurados no país e o que os brasileiros mais pesquisam sobre o tema? Ao longo deste conteúdo, reunimos os principais insights do estudo para ajudar a entender o momento atual e as oportunidades que essas tecnologias trazem para os negócios. Confira: 

Agentes de IA: quais são os tipos mais buscados na internet? 

À medida que a inteligência artificial ganha espaço no dia a dia das empresas, cresce também o interesse por agentes de IA capazes de automatizar tarefas e impulsionar resultados.

As buscas na internet revelam um movimento claro: profissionais e negócios de diferentes setores estão cada vez mais atentos às possibilidades dessas ferramentas para ganhar produtividade, reduzir custos e melhorar a experiência do cliente.

Não por acaso, as primeiras posições do ranking estão diretamente voltadas ao atendimento ao cliente: “agente de IA para WhatsApp” lidera as buscas, refletindo a necessidade geral de lidar com altos volumes de mensagens, responder com rapidez e não perder oportunidades de contato com clientes. 

Na sequência, termos como “agente de IA para atendimento ao cliente” e “agente de IA para vendas” reforçam um movimento também claro: a busca por automação, eficiência e agilidade nos processos comerciais. 

Além de pesquisas voltadas a demandas e processos, também se destacam buscas feitas por setores que lidam diretamente com alto volume de atendimentos no dia a dia.

Entre os segmentos que mais procuram por esse tipo de solução, clínicas, imobiliárias e escritórios de advocacia aparecem em destaque — áreas em que a velocidade no atendimento e a gestão de informações são essenciais para manter a competitividade. 

“Como criar um agente de IA” e outras dúvidas 

O comportamento de busca também revela que, apesar do interesse crescente, ainda há um nível relevante de incerteza sobre o tema.

Muitas pesquisas partem de dúvidas básicas, desde o que são agentes de IA até como aplicá-los na prática, indicando que ainda há muito espaço para ampliar o entendimento sobre essas soluções. 

O que é e o que faz um agente de IA?

Agentes de IA são sistemas criados para executar tarefas de forma autônoma ou semiautônoma, com foco em automatizar e otimizar fluxos de trabalho.

Diferentemente de interações pontuais com ferramentas de IA generativa, como ChatGPT e Gemini, os agentes são configurados para operar de forma contínua, tomar decisões com base em dados, seguir regras pré-definidas e interagir com outros sistemas ao longo de um processo.

Como funciona um agente de IA?

De forma geral, agentes de IA operam a partir de objetivos: diante de uma meta específica, são capazes de planejar etapas, dividir o problema em tarefas menores e executar ações de forma contínua até alcançar o resultado esperado.

Ao longo desse processo, eles utilizam dados para tomar decisões, ajustar o caminho e, quando necessário, criar novas tarefas para avançar.

Entre suas principais capacidades estão o raciocínio, para analisar informações e resolver problemas, e a ação, que envolve interagir com sistemas, executar comandos e responder a diferentes contextos.

Importante destacar que os agentes de IA também podem incorporar mecanismos de observação e planejamento, além de atuar de forma colaborativa com humanos ou outros sistemas e ajustar seu desempenho com base em resultados anteriores.

Tipos de agentes de IA e seu valor

Existem diferentes tipos de agentes de IA, que variam conforme a atuação e o nível de complexidade.

Alguns, por exemplo, interagem diretamente com o usuário (como os usados em atendimento e vendas), enquanto outros operam em segundo plano, automatizando tarefas e processos sem interação direta.

Também há agentes individuais, voltados a funções específicas, e sistemas multiagentes, em que diferentes agentes atuam de forma coordenada para lidar com demandas mais complexas.

De modo geral, esses sistemas podem variar desde modelos mais simples, baseados em regras, até versões mais avançadas, capazes de planejar ações, aprender com dados e tomar decisões com base em objetivos.

Já o custo de implementação depende de fatores como nível de personalização, volume de uso e integração com outros sistemas — sendo que soluções mais robustas e adaptadas à realidade da empresa tendem a exigir maior investimento, além de custos contínuos de manutenção e evolução.

Como criar e treinar um agente de IA?

É possível contratar serviços especializados ou criar agentes de IA em plataformas na internet. Caso não exista um que atenda às necessidades, um usuário também consegue desenvolver um agente totalmente personalizado, de acordo com os desafios do negócio.

Para criar e treinar um agente de IA, o primeiro passo é definir claramente o que se deseja executar, como otimizar o atendimento ao cliente, gerar relatórios ou obter insights de dados. Nesse sentido, é importante analisar o fluxo de trabalho e identificar tarefas que podem ser automatizadas ou aprimoradas com o uso da IA.

Em seguida, a construção de um bom prompt é essencial: é preciso fornecer contexto, definir a persona do agente, seus objetivos, descrever o passo a passo das tarefas e incluir exemplos.

Quanto mais detalhadas forem as instruções, incluindo o que deve ser feito e em qual formato os resultados devem ser entregues, como textos ou planilhas, melhores serão os resultados.

Também é importante estruturar a base de conhecimento do agente, que pode incluir documentos específicos, pastas ou até busca na web.

Após a criação, monitorar o desempenho com base em métricas e expectativas de sucesso é algo fundamental, permitindo ajustes contínuos a partir de dados e feedbacks dos usuários, o que contribui para o aprimoramento da experiência ao longo do tempo.

Metodologia

Para compreender o interesse dos brasileiros por agentes de IA nos mecanismos digitais, foram consideradas pesquisas no Google realizadas por brasileiros durante os últimos doze meses.

A investigação foi pautada por expressões como “agente de IA” e suas variações, abrangendo todas as buscas relativas ao segmento nas cinco regiões nacionais.

Em seguida, tipos de agentes e dúvidas foram dispostos em um ranking baseado no volume total de buscas ao longo do último ano. 

O autor

Mayara Nascimento Trevizani

Mayara Nascimento Trevizani é jornalista e Analista de Marketing na Locaweb, com especialização em Marketing Digital: Estratégias para negócios, pela PUC. Com uma sólida trajetória na comunicação digital, atua com conteúdo, branding e redes sociais há mais de 8 anos. Especializou-se em transformar temas complexos em conteúdos acessíveis e estratégicos, criando narrativas que humanizam marcas e engajam comunidades. Acredita que o segredo de uma boa estratégia está na união entre dados e criatividade, buscando sempre novas formas de conectar soluções tecnológicas às necessidades reais das pessoas. Quando não está escrevendo, está explorando tendências, aprendendo sobre IA, lendo livros e consumindo conteúdos de viagem e arte.

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